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Este é um novo desdobramento de uma história que já cobrimos · cobertura anterior

Polícia Federal Brasileira Investiga Desvio de Verbas Públicas para Biografia de Bolsonaro

5 fontes em 2 países · Brasil · Espanha

Quem noticiou

  • G1 Brasil · Centro-esquerda · Grupo Globo (Marinho family)
  • Folha de S.Paulo Brasil · Centro · Grupo Folha (Frias family)
  • Estadao Brasil · Centro-direita · Grupo Estado (Mesquita family)
  • Gazeta do Povo Brasil · Centro-direita · Grupo Paranaense de Comunicacao
  • El Pais Espanha · Centro-esquerda · Grupo PRISA

O que as cores significam

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  • Um bloco hachurado indica que o veículo é ligado a um Estado ou controlado por ele.

A orientação política indica onde o veículo se situa dentro da política do próprio país. Nunca é uma posição numa única escala global.

A orientação política é comparável dentro de um país, não entre países, e por isso a barra agrupa por país primeiro. Emissoras de financiamento público não são marcadas como ligadas ao Estado.

O proprietário de cada veículo é informado como registro, e não como um julgamento sobre o veículo.

Traduzido do original em inglês, que foi escrito a partir das fontes listadas abaixo.

A Polícia Federal brasileira lançou a Operação Maquiagem na quinta-feira para investigar uma suspeita organização criminosa que desviou verbas públicas para financiar Dark Horse, um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Autorizada pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, a operação envolveu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. A investigação foca no Deputado Federal Mário Frias, roteirista e produtor executivo do filme, e em Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora Go Up Entertainment.

A Polícia Federal suspeita que Frias direcionou R$ 2 milhões em emendas parlamentares para o Instituto Conhecer Brasil (ICB), uma ONG presidida por Gama, que então teria canalizado o dinheiro por meio de uma rede de empresas para a produção do filme. Os investigadores identificaram um padrão específico onde o ICB pagou R$ 700.000 a empresas ligadas a um empresário chamado Dayvid Moreira Medeiros, e posteriormente, uma empresa relacionada chamada NTT Brasil transferiu R$ 750.000 para a Go Up Entertainment durante o período de filmagem. Além disso, a Polícia Federal questionou a origem financeira de R$ 645.000 que Frias transferiu diretamente para a Go Up, observando que o valor é incompatível com seu salário mensal de R$ 44.000.

O Ministro Dino proibiu Frias de deixar o país e ordenou a suspensão das atividades do ICB e da Academia Nacional de Cultura. Sete armas registradas em nome de Frias foram apreendidas em um endereço diferente de sua residência registrada, levando a uma investigação separada por posse ilegal de armas de fogo. Mário Frias negou qualquer irregularidade, chamando a operação de cortina de fumaça durante um ano eleitoral. Karina Gama também negou irregularidades, afirmando que cooperou com a investigação e alegando, em documento autenticado, que foi pressionada por intermediários a fornecer uma delação premiada. O caso também se cruza com a investigação do Banco Master, onde o Senador Flávio Bolsonaro é acusado de buscar financiamento privado para o filme, embora ele negue qualquer uso de dinheiro público na produção.

Como cada lado enquadrou

Centro-esquerda
Esses veículos enfatizaram os mecanismos fraudulentos específicos, como o uso de empresas de fachada no Ceará e a falta de execução do projeto.
Centro
Esses veículos focaram no conflito institucional dentro do Supremo Tribunal Federal e nas conexões financeiras mais amplas com o caso Banco Master.
Centro-direita
Esses veículos destacaram as alegações de pressão política e as afirmações da produtora de que foi coagida a fazer uma delação premiada.

Fontes

100% das afirmações deste artigo foram rastreadas até as reportagens de origem listadas acima.