Relatórios Globais Alertam para Crescente Integração entre Economias Legais e Ilegais
2 fontes em 2 países · Brasil · França
Quem noticiou
- Folha de S.Paulo
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Traduzido do original em inglês, que foi escrito a partir das fontes listadas abaixo.
Organizações criminosas estão infiltrando-se cada vez mais em mercados e instituições formais, criando uma ameaça sistêmica à estabilidade econômica. Relatórios de múltiplas regiões indicam que a lavagem de dinheiro e o comércio ilícito estão apagando as linhas entre as atividades econômicas legais e ilegais. Na França, um relatório da polícia judiciária baseado em mais de 1.000 arquivos alerta que a lavagem de dinheiro é tão generalizada que tende a diluir a distinção entre a economia legal e a ilegal em setores inteiros. As receitas estimadas de narcóticos, fraudes e crime organizado na França atingem bilhões de euros anualmente, com operações policiais recentes levando ao fechamento de inúmeras empresas suspeitas de lavar dinheiro.
Na América Latina, o impacto é evidenciado pela ascensão de economias criminosas transnacionais. Um seminário realizado em São Paulo pela Cátedra Oswaldo Aranha de Segurança e Defesa e pela Escola de Segurança Multidimensional da USP destacou que os mercados ilícitos representam entre 2 por cento e 14 por cento do PIB global. No Brasil, o mercado ilegal de cigarros representa aproximadamente um terço do consumo nacional, movimentando cerca de 9 bilhões de reais por ano. Este comércio ilícito gera uma evasão fiscal anual de 2,6 bilhões de dólares apenas no Brasil. Outros setores afetados incluem o tráfico de combustível no México e no Brasil, bem como a mineração ilegal de ouro na Colômbia.
O poder financeiro dessas redes levou os Estados Unidos a classificar dez organizações de drogas latino-americanas, incluindo o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, como grupos terroristas. Especialistas enfatizam que o combate a esses mercados ilícitos requer o fortalecimento da cooperação internacional e do compartilhamento de inteligência para proteger a soberania nacional e a sobrevivência econômica.
Como cada lado enquadrou
- Centro-esquerda
- O enquadramento de centro-esquerda foca na perspectiva da polícia judiciária e na erosão sistêmica da fronteira entre o comércio legal e o ilegal.
- Centro
- O enquadramento de centro enfatiza o impacto macroeconômico e a ameaça à soberania nacional e à estabilidade fiscal.
Fontes
100% das afirmações deste artigo foram rastreadas até as reportagens de origem listadas acima.