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Novo Livro de História Econômica Questiona Narrativa das Décadas Perdidas do Brasil

2 fontes · Brasil

Quem noticiou

  • UOL Brasil · Centro-esquerda · Grupo Folha
  • Folha de S.Paulo Brasil · Centro · Grupo Folha (Frias family)

O que as cores significam

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  • Um bloco hachurado indica que o veículo é ligado a um Estado ou controlado por ele.

A orientação política indica onde o veículo se situa dentro da política do próprio país. Nunca é uma posição numa única escala global.

A orientação política é comparável dentro de um país, não entre países, e por isso a barra agrupa por país primeiro. Emissoras de financiamento público não são marcadas como ligadas ao Estado.

O proprietário de cada veículo é informado como registro, e não como um julgamento sobre o veículo.

Todas as fontes desta história reportam de Brasil.

Traduzido do original em inglês, que foi escrito a partir das fontes listadas abaixo.

Um novo livro de história econômica intitulado "Entre Crises", escrito pelos professores Leonardo Weller e Thales Zamberlan Pereira da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas, argumenta que o contraste entre o crescimento do Brasil em meados do século 20 e sua estagnação recente é excessivamente simplista. Os autores sugerem que, embora o PIB per capita e a produtividade tenham crescido significativamente mais rápido entre 1941 e 1980, com média superior a 4 por cento ao ano em comparação a menos de 1 por cento entre 1981 e 2023, esse crescimento não se traduziu em avanço social proporcional.

Dados citados no livro mostram que, em 1980, a expectativa de vida média dos brasileiros era de 62,5 anos, o que era equivalente à expectativa de vida nos Estados Unidos em 1940. Em contraste, o período após a redemocratização viu uma redução radical na pobreza, apesar da baixa produtividade econômica. Em 1984, 45 por cento da população vivia abaixo da linha de ingestão calórica mínima, mas, em 2014, esse número caiu para menos de 10 por cento.

Weller observa que políticas públicas bem-sucedidas, como o SUS e o Bolsa Família, permaneceram intactas apesar de várias crises, incluindo a recessão durante o governo de Dilma Rousseff e o baixo crescimento sob Jair Bolsonaro. Ele argumenta que, embora a pobreza tenha aumentado durante as crises recentes, o país não retornou às condições sociais vistas antes da década de 1990. O livro visa explicar o paradoxo de como o Brasil se tornou um país socialmente mais equitativo durante um período de baixo crescimento econômico.

Como cada lado enquadrou

Centro-esquerda
O relatório enfatiza o paradoxo do avanço social ocorrendo apesar do baixo crescimento e das crises políticas.
Centro
O relatório apresenta as conclusões do livro como uma correção matizada de um contraste econômico simplista.

Fontes

100% das afirmações deste artigo foram rastreadas até as reportagens de origem listadas acima.