Corrida pela Sucessão do Secretário-Geral da ONU Aponta para Primeira Líder Feminina
2 fontes em 2 países · Brasil · África do Sul
Quem noticiou
- Folha de S.Paulo
- Mail & Guardian
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Traduzido do original em inglês, que foi escrito a partir das fontes listadas abaixo.
As Nações Unidas estão se preparando para selecionar um sucessor para o Secretário-Geral António Guterres, que deixará o cargo em janeiro de 2027. Indicações atuais sugerem que a próxima liderança poderá ser a primeira mulher a ocupar o cargo nos 80 anos de história da organização. A convenção de rotação informal para a função aponta atualmente para um candidato da América Latina e do Caribe. Entre os principais concorrentes estão Carolyn Rodrigues Birkett, ex-ministra da Guiana que liderou a segunda votação informal, e Rebeca Grynspan, economista e ex-vice-presidente da Costa Rica. Outros candidatos incluem a ex-presidente chilena Michelle Bachelet e o argentino Rafael Grossi. O processo de seleção envolve votos secretos do Conselho de Segurança, onde um candidato precisa de nove votos favoráveis e nenhum veto dos membros permanentes antes de seguir para um referendo da Assembleia Geral.
Embora a corrida mostre um forte impulso para uma líder feminina do Sul Global, o processo tem enfrentado críticas. Uma perspectiva de centro-esquerda enquadra a situação como uma falha da liderança africana, observando que, apesar de ter mulheres altamente qualificadas como a Secretária-Geral Adjunta Amina J. Mohammed, nenhum Estado-membro africano indicou uma mulher para o cargo. Esta perspectiva argumenta que a falta de uma candidata africana representa uma porta fechada dentro das próprias estruturas políticas do continente. Enquanto isso, uma perspectiva de centro enquadra a potencial eleição de uma mulher como a correção de uma injustiça histórica, enfatizando também a necessidade de a Assembleia Geral ser mais do que um carimbo para a escolha do Conselho de Segurança.
Como cada lado enquadrou
- Centro-esquerda
- Enquadrou o evento como uma oportunidade estratégica para o Sul Global e uma falha dos Estados africanos em indicar suas próprias mulheres qualificadas.
- Centro
- Enquadrou o evento como uma potencial correção de uma injustiça histórica e um teste do multilateralismo.
Fontes
100% das afirmações deste artigo foram rastreadas até as reportagens de origem listadas acima.