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Este é um novo desdobramento de uma história que já cobrimos · cobertura anterior

Grupos de Direitos do Consumidor e Digitais Buscam Investigação sobre Óculos Inteligentes da Meta por Riscos à Privacidade

2 fontes · Brasil

Quem noticiou

  • G1 Brasil · Centro-esquerda · Grupo Globo (Marinho family)
  • Folha de S.Paulo Brasil · Centro · Grupo Folha (Frias family)

O que as cores significam

  • Esquerda
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  • Direita
  • Um bloco hachurado indica que o veículo é ligado a um Estado ou controlado por ele.

A orientação política indica onde o veículo se situa dentro da política do próprio país. Nunca é uma posição numa única escala global.

A orientação política é comparável dentro de um país, não entre países, e por isso a barra agrupa por país primeiro. Emissoras de financiamento público não são marcadas como ligadas ao Estado.

O proprietário de cada veículo é informado como registro, e não como um julgamento sobre o veículo.

Todas as fontes desta história reportam de Brasil.

Traduzido do original em inglês, que foi escrito a partir das fontes listadas abaixo.

O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e a organização de direitos digitais Coding Rights solicitaram que as autoridades brasileiras investiguem a venda dos óculos inteligentes da Meta. As entidades pediram ao Ministério Público Federal (MPF), à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e ao Ministério da Justiça ou Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) que examinem os riscos à privacidade e potenciais violações da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e do Código de Defesa do Consumidor. O pedido destaca especificamente riscos para mulheres e crianças, citando a possibilidade de gravação de cenas íntimas ou constrangedoras sem consentimento.

Os dispositivos, produzidos pela Meta em parceria com a EssilorLuxottica, possuem câmeras, microfones e alto-falantes integrados. Embora os óculos incluam uma luz LED para sinalizar quando a gravação está ativa, as organizações argumentam que este alerta é pequeno, facilmente ignorado, ou pode ser burlado danificando a lâmpada. A Meta respondeu afirmando que a privacidade é considerada desde o início do desenvolvimento e que a câmera é desativada automaticamente se o LED for coberto ou danificado.

A denúncia aponta diversas preocupações específicas, incluindo o uso dos óculos para gravações ocultas em consultórios médicos e o aumento de vídeos de "pegadinhas" nas redes sociais. Um incidente citado envolveu um ginecologista em Salvador que foi preso após uma paciente denunciá-lo por usar os óculos durante uma consulta; a prisão foi posteriormente anulada porque nenhuma imagem foi encontrada no dispositivo. Além disso, as entidades expressaram preocupação com o reconhecimento facial. Embora o recurso não esteja ativo no momento, relatos indicam que a empresa depositou patentes para tal tecnologia e que pesquisadores do MIT demonstraram que o reconhecimento facial poderia ser alcançado transmitindo vídeo ao vivo para o Instagram e aplicando um filtro.

Outro ponto de discórdia é o tratamento de dados. As organizações argumentam que o conteúdo enviado aos servidores da Meta pode ser revisado por provedores terceirizados para treinar modelos de inteligência artificial. A Meta sustenta que os produtos são úteis para tarefas como ouvir música, fazer chamadas viva-voz e tradução em tempo real, enquanto enfatiza que os usuários são responsáveis por seguir a lei.

Como cada lado enquadrou

Centro-esquerda
Enquadrou a questão como um conflito mais amplo entre os direitos do consumidor e a legalidade de gravar pessoas em espaços públicos.
Centro
Enquadrou a questão como um risco específico para populações vulneráveis e destacou evidências técnicas sobre o código de reconhecimento facial.

Fontes

100% das afirmações deste artigo foram rastreadas até as reportagens de origem listadas acima.