Miguel Díaz-Canel, de Cuba, nega mudança capitalista em meio a sanções dos EUA
2 fontes · Brasil
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Todas as fontes desta história reportam de Brasil.
Traduzido do original em inglês, que foi escrito a partir das fontes listadas abaixo.
O líder cubano Miguel Díaz-Canel afirmou em uma entrevista exclusiva que Cuba não se renderá nem fará a transição para o capitalismo, apesar de uma grave crise econômica e da pressão intensa dos Estados Unidos. O país enfrenta atualmente escassez extrema de eletricidade, água, transporte, alimentos e medicamentos, com lixo permanecendo nas ruas por dias. Díaz-Canel atribuiu essas condições a uma guerra multidimensional e a um bloqueio implacável imposto pelo governo de Donald Trump, que restringiu a entrada de combustível e suprimentos desde maio.
Para enfrentar a crise, o parlamento cubano aprovou recentemente um pacote de 176 reformas econômicas. Essas medidas permitem que empresários privados possuam mais de dois negócios e empreguem mais de cem pessoas, possibilitam a negociação livre de ações e permitem que empresas estrangeiras explorem terras por até 99 anos. Embora essas etapas abram o setor privado de forma sem precedentes, Díaz-Canel sustenta que elas não representam uma virada para o capitalismo e não são concessões ao governo dos EUA.
Desde que Díaz-Canel assumiu o cargo, o PIB de Cuba encolheu 15 por cento devido à pandemia e ao fim de uma parceria energética com a Venezuela. O líder admitiu alguns erros burocráticos e atrasos na implementação de reformas, mas rejeitou a ideia de que a má gestão interna seja a causa primária da crise. Ele descreveu as sanções dos EUA como um genocídio silencioso destinado a provocar uma explosão social e a queda da Revolução. Quando questionado sobre uma potencial intervenção militar dos EUA, ele afirmou que lutaria em vez de se render.
Como cada lado enquadrou
- Centro-esquerda
- A reportagem enfatiza o impacto humanitário do bloqueio dos EUA e as pressões externas que sufocam a nação cubana.
- Centro
- A reportagem foca na tensão entre as reformas econômicas do governo com tendência capitalista e a negação ideológica do líder sobre uma virada capitalista.
Fontes
100% das afirmações deste artigo foram rastreadas até as reportagens de origem listadas acima.