Relatório da IFI Alerta para Crescimento do Déficit Estrutural e Riscos Fiscais no Brasil
3 fontes · Brasil
Quem noticiou
- UOL
- CNN Brasil
- Folha de S.Paulo
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Todas as fontes desta história reportam de Brasil.
Traduzido do original em inglês, que foi escrito a partir das fontes listadas abaixo.
A Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal informou nesta quinta-feira que o déficit primário estrutural do Brasil dobrou, de 0,7% do PIB em 2025 para 1,4% do PIB nos quatro trimestres encerrados em junho de 2026. O relatório indica que as despesas estão crescendo mais rápido que as receitas, com as despesas primárias subindo 6,3% em termos reais, comparadas a um aumento real de 6% na receita primária líquida durante os primeiros sete meses de 2026. Embora a receita tenha sido parcialmente impulsionada pelos preços mais altos do petróleo devido a conflitos no Oriente Médio, a IFI alerta que o país necessita de um ajuste estrutural mais profundo e sustentável.
De acordo com o relatório, espera-se que o governo cumpra formalmente sua meta fiscal estabelecida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) apenas por meio do uso de deduções legais. Essas deduções são estimadas em R$ 62,8 bilhões pelo governo e R$ 69,8 bilhões pela IFI. Sem esses ajustes e o uso de um intervalo de tolerância, o superávit meta de 0,25% do PIB não seria alcançado. A IFI estima que um superávit de 2,1% do PIB seria necessário para estabilizar a Dívida Bruta do Governo Geral, que tem projeção de encerrar o ano em 82,5% do PIB.
O enquadramento de centro e de centro-esquerda difere em relação aos principais impulsionadores dessa deterioração fiscal. A cobertura com inclinação ao centro enfatiza o desequilíbrio estrutural mais amplo e o risco representado por um estoque de R$ 105,5 bilhões em restos a pagar, que é seis vezes maior do que os bloqueios de despesas oficiais. O enquadramento de centro-esquerda foca na aceleração dos pagamentos de emendas parlamentares no primeiro semestre de 2026, observando que 65% desses fundos foram pagos até junho. Esta perspectiva de centro-esquerda descreve essa mudança como uma política fiscal expansionista típica de anos eleitorais, contrastando-a com a política contracionista de 2025.
Projeções macroeconômicas adicionais para 2026 incluem um crescimento do PIB revisado de 2%, inflação projetada de 5% e uma taxa Selic esperada de 14% até o final do ano. A IFI observou especificamente que a dívida de emendas de bancada e de comissão já excede o limite de pagamento disponível para 2026, criando uma restrição de caixa crítica.
Como cada lado enquadrou
- Centro-esquerda
- Destacou o papel dos pagamentos acelerados de emendas parlamentares em deslocar a trajetória fiscal para uma política expansionista durante um ano eleitoral.
- Centro
- Focado no déficit estrutural geral, na necessidade de um ajuste fiscal profundo e nos riscos associados ao estoque de restos a pagar.
Fontes
- Centro CNN Brasil: IFI warns of expenses growing above revenues and structural deficit
- Centro Folha de S.Paulo: Concentration of amendment payments at the beginning of the year changes fiscal trajectory, says IFI
- Centro-esquerda UOL: Concentration of amendment payments at the beginning of the year changes fiscal trajectory, says IFI
100% das afirmações deste artigo foram rastreadas até as reportagens de origem listadas acima.