Novo Livro Examina Resistência Artística à Censura da Ditadura Militar
2 fontes · Brasil
Quem noticiou
- UOL
- Folha de S.Paulo
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Todas as fontes desta história reportam de Brasil.
Traduzido do original em inglês, que foi escrito a partir das fontes listadas abaixo.
O repórter Miguel de Almeida lançou um livro de 182 páginas intitulado "Chame o Ladrão - Como os Artistas Driblaram a Censura do Governo Militar", que detalha as estratégias que os artistas usaram para burlar a censura durante a ditadura militar do Brasil. O texto descreve uma dinâmica complexa entre criadores e censores, destacando como Chico Buarque usou o pseudônimo Julinho da Adelaide para evitar o corte sistemático de sua obra. Outros exemplos incluem o resgate de "Dona Flor e seus Dois Maridos", de Bruno Barreto, com a assistência de Amália Lucy Geisel, filha do presidente, e a luta do romancista Ignácio de Loyola Brandão para publicar seu romance "Zero". Após ser rejeitado por 13 editoras em 1973, Brandão publicou a obra através da editora italiana Feltrinelli antes que uma edição brasileira fosse lançada em 1975 e posteriormente proibida.
O livro também explora as contradições do aparelho de censura. Ele observa instâncias de incompetência, como um censor confundindo a atriz Glauce Rocha com o cineasta Glauber Rocha, e relata que alguns censores eram influenciados por álcool ou relacionamentos pessoais. No entanto, o autor enfatiza que o período não foi humorístico, pois artistas como Gilberto Gil e Caetano Veloso foram presos e muitos projetos culturais foram destruídos. A narrativa revela ainda que Romero Lago, que chefiava o Serviço de Censura de Diversões Públicas, era na verdade Hermelindo Ramirez Godoy, um homem que assumira uma nova identidade após fugir da prisão após um duplo homicídio. Godoy alegou que seu irmão era o verdadeiro mentor do crime e afirmou que ingressou no serviço público para levar uma vida honrada.
Como cada lado enquadrou
- Centro-esquerda
- O veículo de inclinação centro-esquerda apresentou o livro como um panorama histórico da luta entre os artistas e o Estado.
- Centro
- O veículo de inclinação central apresentou o livro como um panorama histórico da luta entre os artistas e o Estado.
Fontes
100% das afirmações deste artigo foram rastreadas até as reportagens de origem listadas acima.