Estudo alerta que áreas de incêndios florestais na Europa podem triplicar sem ação climática
3 fontes em 3 países · Brasil · Alemanha · Reino Unido
Quem noticiou
- Folha de S.Paulo
- Deutsche Welle
- The Guardian
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Traduzido do original em inglês, que foi escrito a partir das fontes listadas abaixo.
Um estudo publicado na revista Global Change Biology alerta que a área anual queimada por incêndios florestais na Europa poderá quase triplicar até o final do século se as temperaturas globais subirem 3,6 graus Celsius acima dos níveis pré industriais. Mesmo em um cenário mais controlado, onde o aquecimento seja limitado a 1,8 graus Celsius, a pesquisa indica que a área queimada ainda poderia aumentar 39 por cento. O estudo, liderado por Maik Billing do Instituto Potsdam de Pesquisa de Impacto Climático (PIK), enfatiza que, embora a gestão de incêndios seja crucial, ela não pode substituir a necessidade de mitigação climática.
Pesquisadores descobriram que o investimento contínuo na prevenção e gestão de incêndios poderia atenuar significativamente essas projeções. No pior cenário, a prevenção eficaz poderia potencialmente interromper 72 por cento da área queimada projetada, enquanto no cenário mais frio, esse número poderia chegar a 92 por cento. Estimativas do Banco Mundial sugerem que cada euro gasto em prevenção pode economizar até sete euros em custos de combate a incêndios e reconstrução.
Dados recentes destacam a ameaça imediata, com mais de 600.000 hectares queimados em toda a União Europeia até agora nesta temporada. Isso inclui incêndios recordes na Bélgica, França e Eslováquia, bem como incêndios no Reino Unido, Alemanha e Noruega. Especialistas observam que, embora o número total de focos de incêndio tenha diminuído em algumas regiões devido a uma melhor supressão, os incêndios que ocorrem estão se tornando mais intensos e difíceis de controlar. Isso se deve, em parte, a uma maior carga de combustível resultante da supressão de incêndios menores.
Perspectivas de centro e centro esquerda enfatizam a causa raiz da crise, enquadrando a questão como uma falha em conter as emissões de carbono e uma dependência da adaptação em vez da mitigação. Em contraste, o enquadramento de centro foca mais pesadamente nas questões práticas de proteção, tais como os benefícios econômicos da prevenção e a vulnerabilidade específica de ecossistemas como as áreas úmidas de turfa.
Como cada lado enquadrou
- Centro-esquerda
- Enquadrou o evento como um alerta de que a gestão de incêndios é um substituto insuficiente para a mitigação climática agressiva e a redução da poluição por carbono.
- Centro
- Enquadrou o evento como um equilíbrio entre a necessidade urgente de conter as emissões e os benefícios econômicos práticos da prevenção de incêndios.
Fontes
90% das afirmações deste artigo foram rastreadas até as reportagens de origem listadas acima.