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Este é um novo desdobramento de uma história que já cobrimos · cobertura anterior

Ministro do STF levanta sigilo de inquérito no Maranhão em meio a debate sobre liberdade de imprensa

3 fontes · Brasil

Quem noticiou

  • G1 Brasil · Centro-esquerda · Grupo Globo (Marinho family)
  • Folha de S.Paulo Brasil · Centro · Grupo Folha (Frias family)
  • Gazeta do Povo Brasil · Centro-direita · Grupo Paranaense de Comunicacao

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  • Um bloco hachurado indica que o veículo é ligado a um Estado ou controlado por ele.

A orientação política indica onde o veículo se situa dentro da política do próprio país. Nunca é uma posição numa única escala global.

A orientação política é comparável dentro de um país, não entre países, e por isso a barra agrupa por país primeiro. Emissoras de financiamento público não são marcadas como ligadas ao Estado.

O proprietário de cada veículo é informado como registro, e não como um julgamento sobre o veículo.

Todas as fontes desta história reportam de Brasil.

Traduzido do original em inglês, que foi escrito a partir das fontes listadas abaixo.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, levantou o sigilo de decisões em um inquérito que investiga uma suspeita organização criminosa dentro de órgãos públicos no Maranhão. A investigação, que também examina alegações de obstrução de justiça envolvendo o senador Weverton Rocha, decorre de um caso mais amplo envolvendo o jornalista Luís Pablo e sua fonte, o ex-policial Raimundo Cutrim. O conflito começou após Pablo publicar reportagens sobre o suposto uso irregular de veículos oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão pelo ministro Dino e sua família, o que Dino negou, afirmando que os veículos eram privados.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, autorizou operações de busca e apreensão contra Pablo e Cutrim. Moraes argumentou que a garantia constitucional do sigilo da fonte não pode servir de escudo para atividades criminosas, afirmando que a segurança do ministro Dino e de sua família foi colocada em risco real por uma organização criminosa. O ministro Gilmar Mendes apoiou essa visão, afirmando que as proteções constitucionais estão sujeitas a uso e abuso e que o caso envolve complexidades como chantagem e coação ilegal.

Por outro lado, especialistas jurídicos e defensores da liberdade de imprensa argumentam que a investigação constitui uma violação do direito constitucional ao sigilo da fonte. Críticos apontam cinco potenciais irregularidades: a quebra do sigilo da fonte, a prática de fishing expeditions por meio da apreensão indiscriminada de dispositivos eletrônicos, a jurisdição questionável do Supremo Tribunal Federal para lidar com o caso, e potenciais conflitos de interesse, já que o ministro Dino é simultaneamente vítima e juiz em processos relacionados. O ministro Edson Fachin expressou solidariedade a Dino, mas defendeu publicamente o sigilo constitucional das fontes, sugerindo que a questão fosse tratada pelo plenário completo do tribunal para garantir a colegialidade.

De acordo com relatórios da Polícia Federal agora tornados públicos, a investigação mais ampla envolve o assassinato de um empresário em São Luís em 2022, que estaria ligado a disputas sobre propinas em contratos públicos envolvendo o grupo político do governador Carlos Brandão. A polícia afirma que Raimundo Cutrim atuou como intermediário para influenciar depoimentos de testemunhas. O ministro Dino manteve a competência do Supremo Tribunal Federal para julgar o caso devido ao envolvimento de autoridades com foro privilegiado.

Como cada lado enquadrou

Centro-esquerda
Enfatizou os detalhes criminais da organização no Maranhão e as alegações específicas de obstrução de justiça envolvendo um senador.
Centro
Focado nas tensões processuais internas do STF e na divergência entre os ministros Moraes e Fachin quanto ao local do julgamento.
Centro-direita
Enquadrou o evento como uma violação das garantias constitucionais de imprensa e um potencial abuso de poder judiciário pelo STF.

Fontes

100% das afirmações deste artigo foram rastreadas até as reportagens de origem listadas acima.