Estudo estima 1,3 milhão de brasileiros em risco de transtorno por jogos eletrônicos
2 fontes · Brasil
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Todas as fontes desta história reportam de Brasil.
Traduzido do original em inglês, que foi escrito a partir das fontes listadas abaixo.
Um estudo inédito publicado na revista científica Addictive Behaviors estima que aproximadamente 1,3 milhão de brasileiros com 14 anos ou mais estão em risco de Transtorno por Jogos na Internet (IGD). Este número representa 0,75% da população nessa faixa etária. Os pesquisadores observaram que esses números são estimativas baseadas em um questionário de triagem, e não em diagnósticos clínicos.
Entre os brasileiros que jogaram videogame nos 30 dias anteriores à pesquisa, 3,4% apresentaram sinais de possível IGD. Esta condição está associada a uma perda de controle sobre os jogos, ao abandono de outras atividades e a interrupções nas rotinas diárias. Para identificar aqueles em risco, os pesquisadores utilizaram o IGDT-10, um questionário de dez perguntas baseado nos critérios do DSM-5 da Associação Psiquiátrica Americana. Os participantes foram considerados em risco se exibissem cinco ou mais dos nove sinais avaliados.
O estudo é a primeira pesquisa nacionalmente representativa do gênero no Brasil. Envolveu 16.608 pessoas em 349 municípios. Dentro do módulo de jogos digitais, 4.856 participantes responderam às perguntas, e 1.096 deles haviam jogado no mês anterior. A pesquisa foi um esforço colaborativo envolvendo diversas instituições, incluindo UFRGS, PUCRS, Unifesp, UFPR, SPDM, Hospital de Clínicas de Porto Alegre e Toronto Metropolitan University, no Canadá.
A associação mais forte encontrada foi com sintomas de depressão. Jogadores com sintomas depressivos moderados ou graves apresentaram um risco de 14,3% para IGD, em comparação com 1,1% para aqueles com sintomas mínimos ou leves. Após contabilizar fatores como idade, sexo, renda, educação, ansiedade e histórico de bullying, aqueles com depressão moderada a grave tiveram 8,8 vezes mais probabilidade de estarem em risco. O Dr. Ronaldo Laranjeira, presidente da SPDM e um dos autores, afirmou que a ligação com a depressão e a ansiedade reforça a necessidade de tratar o jogo problemático como uma questão de saúde mental.
Outras correlações também foram identificadas. A ansiedade foi ligada ao problema, com o risco aparecendo em 6,1% dos jogadores com sintomas frequentes, contra 0,7% dos demais. Os níveis de renda também mostraram disparidade: 6,7% dos jogadores de domicílios com renda de até um salário mínimo estavam na categoria de risco, enquanto apenas 0,1% daqueles com rendas mais altas estavam em risco.
Como cada lado enquadrou
- Centro-esquerda
- The outlet presented the study findings as a neutral report on public health and mental health statistics.
- Centro
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Fontes
100% das afirmações deste artigo foram rastreadas até as reportagens de origem listadas acima.