the news now

As notícias do mundo, checadas entre fontes confiáveis.

Este é um novo desdobramento de uma história que já cobrimos · cobertura anterior

Tribunal Eleitoral do Brasil Absolve Flávio Bolsonaro de Penalidades por Vídeo de IA e Define Critérios para Deepfakes

4 fontes · Brasil

Quem noticiou

  • CNN Brasil Brasil · Centro · Rubens Menin (MRV)
  • Folha de S.Paulo Brasil · Centro · Grupo Folha (Frias family)
  • Estadao Brasil · Centro-direita · Grupo Estado (Mesquita family)
  • Gazeta do Povo Brasil · Centro-direita · Grupo Paranaense de Comunicacao

O que as cores significam

  • Esquerda
  • Centro-esquerda
  • Centro
  • Centro-direita
  • Direita
  • Um bloco hachurado indica que o veículo é ligado a um Estado ou controlado por ele.

A orientação política indica onde o veículo se situa dentro da política do próprio país. Nunca é uma posição numa única escala global.

A orientação política é comparável dentro de um país, não entre países, e por isso a barra agrupa por país primeiro. Emissoras de financiamento público não são marcadas como ligadas ao Estado.

O proprietário de cada veículo é informado como registro, e não como um julgamento sobre o veículo.

Todas as fontes desta história reportam de Brasil.

Traduzido do original em inglês, que foi escrito a partir das fontes listadas abaixo.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) votou por 4 a 3 nesta terça-feira para rejeitar um pedido de multa ao candidato presidencial Flávio Bolsonaro por usar um avatar de inteligência artificial do ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma convenção partidária em julho. A maioria do tribunal, liderada pelo presidente e relator Kassio Nunes Marques, determinou que o vídeo não constituiu propaganda eleitoral antecipada irregular. A decisão seguiu um questionamento da Federação Esperança do Brasil, que argumentou que o material violava regras que proíbem deepfakes usados para favorecer ou prejudicar candidaturas.

Além do caso específico, o TSE estabeleceu uma tese jurídica formal para orientar a aplicação de regras relativas a deepfakes em eleições. Por 5 votos a 2, o tribunal definiu que um deepfake ilegal é o conteúdo sintético produzido por IA que possui um grau de realismo ou verossimilhança e tem a intenção de criar ou alterar a imagem, voz ou manifestação de uma pessoa. O tribunal decidiu ainda que a proibição de deepfakes só se aplica quando o conteúdo é caracterizado como propaganda eleitoral. Adicionalmente, o tribunal decidiu por 4 a 3 que a transmissão de uma convenção partidária via redes sociais não transforma automaticamente uma manifestação de apoio político em propaganda eleitoral antecipada; em vez disso, a natureza do ato deve ser analisada com base no contexto, na linguagem e no destinatário pretendido.

O ministro Nunes Marques afirmou que as regras devem ser interpretadas com base na liberdade de expressão e que o objetivo é proteger os eleitores de falsas percepções da realidade. Por outro lado, os ministros dissidentes, incluindo Ricardo Villas Bôas Cueva, argumentaram que a proibição deveria ser objetiva e não depender do grau de realismo. O ministro Cueva defendeu que o vídeo tornou-se ilícito assim que foi transmitido ao vivo nas redes sociais.

Como cada lado enquadrou

Centro
Esses relatos focaram no raciocínio jurídico e nas implicações mais amplas dos novos critérios do tribunal para IA em eleições.
Centro-direita
Esses relatos enfatizaram a rejeição do pedido do partido PT e enquadraram a decisão como uma definição necessária de limites para novas tecnologias de comunicação.

Fontes

100% das afirmações deste artigo foram rastreadas até as reportagens de origem listadas acima.